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Porto - Enquadramento Histórico



    A cidade do Porto, cujo nome poderá ter  originado o nome de Portugal, cresceu sempre voltada para o Rio Douro e é indissociável do famoso Vinho do Porto, cujo comércio contribuiu muito para o desenvolvimento da própria cidade.
   
    Mas a ocupação humana do Porto reporta muito antes, à Idade do Bronze (séc. VIII A.C.), segundo os achados arqueológicos que  testemunham a ocupação romana da cidade, ocupação essa que terá correspondido a um período de prosperidade e relações comerciais com o Mediterrâneo Oriental e a Gália.
   
    As Invasões Bárbaras iniciaram uma fase obscura e um momento de viragem para a cidade que passou a sede episcopal, sendo o primeiro Bispo, Constâncio, documentado desde 585.
   
    Em 711, após as Invasões Árabes, que ocuparam a quase totalidade da Península Ibérica, a cidade ficou sobre domínio Muçulmano.
  
    A Reconquista Cristã chegou ao Porto em 868, em nome de Afonso III das Astúrias, pela mão de Vímara Peres. Desde então "Portucale" tornou-se o centro de um pequeno território que deu origem ao Condado Portucalense.
   
    Em 1120, Dona Teresa , mãe do primeiro rei de Portugal, doou o Porto ao bispo D. Hugo, que em 1123 , outorgou o primeiro Foral aos seus habitantes.
  
    Em 1128 Portugal tornou-se independente, graças a D. Afonso Henriques, que expandiu o território para Sul .
  
    No decurso do séc XII começou a construção da muralha românica, defendendo o Morro da Pena e a zona da Sé com o seu novo edifício.
     
    No século XIV, com o alargamento da área urbana, foi necessária a construção de uma nova linha de muralhas, com uma área mais de 12 vezes superior à Cerca Românica, que passou a abranger a zona ribeirinha do Porto. Esta obra só foi concluída em 1374, já no reinado de D. Fernando.

    Em 1383, com a morte D. Fernando, cuja única herdeira estava casada com o Rei Castelhano, dá-se a Crise Dinástica, que se resolveu, em 1385, com a eleição   do Mestre de Avis, D. João, como rei de Portugal. Este casou em 1387, no Porto, com D. Filipa de Lencastre, neta do rei de Inglaterra, Eduardo III, reforçando a aliança estabelecida, um ano antes, pelo tratado de Windsor, entre Portugal e a Inglaterra.           
                              

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