
Em 1405 a administração da cidade do Porto passa do Bispo para a Coroa, iniciando-se uma nova fase.
Em 1415 inicia-se a Expansão Portuguesa, com a conquista de Ceuta, daí advindo o nome "Tripeiros", dado aos Portuenses, porque num contributo para para abastecer a armada Portuguesa, os cidadãos do Porto doaram toda a carne e ficaram apenas com as tripas para o seu consumo, facto que deu origem ao nome e ao prato mais típico da gastronomia portuense, As famosas "Tripas à moda do Porto".
Foi no Porto que nasceu e foi baptizado, em 1394, o Infante D. Henrique, figura chave dos descobrimentos portugueses e na cidade do Porto nasceram também alguns navegadores, como Pêro Vaz de Caminha, Cristóvão Rebelo, João Grijó e Fernão Lopes. Nas duas margens do Douro, existiam importantes estaleiros de construção naval, para a época, as Taracenas.
A morte de D. Sebastião na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, sem deixar descendência, leva à perda da independência portuguesa, entre 1580 e 1640, ficando Portugal na mão dos monarcas espanhóis.
A independência é restaurada a 1 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa e poucos dias depois é expulso o governador castelhano do Porto, pela população.
O século XVIII, é patrocinado pelo ouro do Brasil, que trouxe a Portugal grande fausto e prosperidade. Em 1725 Nicolau Nasoni, chega ao Porto, contratado como pintor, mas é como arquitecto, com as suas obras de cariz barroco que vai deixar importantes marcas na cidade, ainda hoje visíveis, como o Palácio do Freixo e a Torre dos Clérigos. Neste período desenvolve-se a arte da Talha Dourada, que atinge uma qualidade e estilo únicos, como se pode observar nas igrejas de S. Francisco e de Santa Clara, que são exemplares fascinantes desta arte.
É também no século XVIII, que a produção de vinho do Porto sofre um incremento, a que não é alheio o aumento das relações comerciais com a Inglaterra e o estabelecimento de uma comunidade inglesa, que começou a ganhar uma grande influência no Porto, ainda hoje visível, nos nomes das próprias caves do vinho do Porto e no estilo neoclássico de alguma arquitectura da época, como o Hospital de Santo António(1769).
Em meados do século XVIII, pela mão do Marquês de Pombal, é criada a Junta de Obras Públicas, financiada por um imposto sobre a venda do vinho, que opera importantes transformações como o reordenamento da cidade e a abertura de novas ruas, seguindo o modelo pombalino, também patente em Lisboa.
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